O que é representatividade?

junho 25, 2020



Esse tema estava na minha pauta há muito tempo e queria muito sentar e fazer tudo com muita calma. É um assunto muito complexo e não dá para falar tudo de uma vez. É o começo de temas que são importantes para minha construção como pessoa que quero trazer para cá. 

Representatividade de acordo com o Google é: 
“1. Qualidade de representativo. 
2. qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome.” 

Mas afinal o que é representatividade? 
É a expressão dos interesses de um grupo (seja uma partido, uma classe, um movimento, uma nação) na figura do representante. Aquela pessoa que nós guia, que de alguma está em destaque. 
Sendo assim a representatividade tem como um grande fator de subjetividade e identidade dos grupos e indivíduos que integram esse grupo. 
Ou seja, não é apenas um grupo buscando seus interesses sejam representados e garantidos, mas também sobre a parte da formação do indivíduo que compões o grupo. 

É se sentir representado dentro da sociedade que vivemos. Muito grupos acabam sofrendo por conta dessa fala de representatividade. Grupos estes que não se associam a padrões preestabelecidos pela sociedade, como por exemplo a população negra, a comunidade LGBTQ+ sendo excluídos por grupos dominantes. 

Alguns exemplos disso são os conteúdos que consumimos dentro da internet, pessoas com papeis importantes em novelas, telejornais, seriados ou até mesmo nas publicidades a maiorias ainda são pessoas que estão dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade. Claro, que tem casos a parte, mas ainda são muito poucos. 

É muito fácil ver pessoas desse minoria participando de ações publicitarias quando o é mês do orgulho LGBT+ ou quando é o mês de consciência negra, mas temos que lembrar que essas pessoas podem falar de qualquer assunto e não apenas no mês em que são os seus locais de fala. 

Lembro quando a Maju Coutinho começou na TV e foi uma comoção e até hoje tem muito comentários ruins sobre ela, isso se deve ao fato da nossa sociedade não estarem acostumada com pessoas negras ocupando cargos altos. Fico muito feliz por ver pessoas pretas conquistando lugares e tem mais visibilidade, pois depois que a Maju sentou na bancada do Jornal Hoje, muitas crianças ficaram feliz e soltaram seus cabelos por ver alguém parecido com ela na TV. 

Na minha infância eu sempre quis ser loira porque nenhuma princesa era morena igual a mim e todos os príncipes ficavam com as princesas loiras. Comecei a duvidar do espaço que queria participar, o que eu queria ser, eu ligava a TV e nada ali me representava. Olhavam pro meu cabelo e falavam que era ruim, isso vem de gerações e mais gerações, que até hoje escuto isso de pessoas próximas e não culpo ninguém porque são anos de vivencia para poder quebra assim do nada. 

Um das minhas maiores inspirações desde sempre e muita gente não sabe é a Gloria Maria, uma mulher negra, jornalista, que fez entrevistas incríveis e viajou por esse mundo inteiro, sempre quando pensava em jornalista lembrava e me lembro dela. Ela era a luz que mantia acessa esse sonho que todo mundo falava que era impossível. 

Depois dessa series de protestos que vem acontecendo e a movimentação da tag #BlackLivesMatter, revi muito o conteúdo que estou consumindo e pessoas que sigo, porque querendo não elas tem que me representar em algo. 

Fico muito feliz por toda essa movimentação. Temos que dar palco para essa minoria para que elas possam inspirar outras pessoas e não colocar elas quando for realmente necessário. 

Estamos juntos nessa.
Fabs

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